sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Dalva

Aquele rebolado que me fascina
De forma faceira
Saia curtinha
Sambando e exibindo
O seu gingado
Mulato

Deixa qualquer homem
Doido
Essa mulher
Tentadora

Que atiça os homens
Solteiros ou casados
Não podem negar
O pescoço sempre vai virar
Quando ela passar

Os marmanjos
Não se dão
Quando ela passa
Na frente do bar
Uma cantada sempre
Tem que escutar

Assovios
Já são corriqueiros
Mas ela não da mole a ninguém
Não adianta

Flores sempre recebe
Chocolate e muitos outros
Presentes
Mas ninguém consegue
Roubar aquele coração

Sem nada a perder
Fui atrás dela
E na esquina
Ao dobrar
Sou abordado por ela

Me empresando
Contra a parede
Com sua boca
Contra a minha

Sua coxas bem curva
Se esfregavam contra meu corpo
E quando achei não ter mais forças
Minhas calças estavam no chão
Minha camisa sumira

Sua boca desliza meu corpo
Como se caçando algo
Com sede de algo
Encontrando então
Ereto e firme

Me fazendo sentir
O que nem uma outra fez
Se jogava
E esfregava
De forma que não podia
Resistir

Quando se ergue sobre mim
Se pondo em meu colo
Jogando suas pernas
Por sobre meus ombros
E começando a rebolar

Aqueles peitos doces
Batendo em meu rosto
Me fazendo viajar
Estava drogado de prazer

Quando fui dar por mim
Estava nu
Jogado no beco
E não via mais ela

Não sabia se tinha
Sido um sonho
Ou algo real
Mas o que eu sei
É que foi bom
E assim vou guardar
Ate que aconteça de novo

Aquela mulata
Safada
Que me fez provar de suas carnes
Saciando seu e meu desejo
E me largando
Essa foi Dalva
O sonho real.




Ícaro Issa

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