sábado, 30 de janeiro de 2010

Nada nem Ninguem

Parado
Sentado
No nada
Do pensamento

Que não tenho a tempos
O entendimento do meu ser
Que questiona
O que ainda não sei

Que responde
O que todos não querem saber
Da futilidade da vida
Do complexo do mundo

A criança joga bola
Não quer saber o que vai ser
O adulto no ponto de ônibus
Se preocupa
Com o que tem que escolher
O Senhor na cadeira de rodas
Se arrepende de não ter feito

E eu
Perdido no nada
Sem ter com o que
Não se preocupar
Sem escolhas para fazer
Nem arrependimentos que deveria ter

A existência de um nada
Que não teve importância para ninguém
Que não amou ninguém
Que não foi amado

Esse alguém sou eu
Que se perde em pensamentos
De outros
Em busca
De encontrar o seu verdadeiro eu.



Ícaro Issa

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